Espondilite Anquilosante

A osteopatia pode ajudar muito nos casos de espondilite anquilosante, mas entenda-se que tem de ser com técnicas muito suaves e precisas de forma a restabelecer a mobilidade e não permitir que a coluna ou as articulações fiquem anquilosadas.

A Espondilite anquilosante é um tipo de artrite, autoimune inflamatória crônica, que afeta os tecidos conjuntivos, especialmente as articulações da coluna, causando rigidez e dor nas costas. A doença também pode afetar os quadris, joelhos, ombros e outras regiões. Casos mais graves da doença acarretam lesões nos olhos (uveíte), coração (doença cardíaca espondilítica), pulmões (fibrose pulmonar), intestinos (colite ulcerativa) e pele (psoríase). Ainda não se sabe a causa, mas a doença ocorre mais nos homens do que nas mulheres, de 20 a 40 anos. Como não há cura e costuma acompanhar a pessoa por toda a vida, a espondilite anquilosante deve ser tratada o quanto antes e desde o início. Assim, evita-se a progressão da doença e maiores complicações, como tornar-se incapacitante. O seu diagnóstico leva em conta sinais e sintomas da doença, resultados de exames laboratoriais de sangue e achados radiográficos nas articulações da região sacroilíaca.

O que é?

A espondilite anquilosante é doença reumática sistêmica

A espondilite anquilosante é doença reumática sistêmica, autoimune, inflamatória e crônica que pertence a uma família de doenças chamadas Espondilo-artrites Soro negativas, que também inclui a Artrite Psoriática, Artrite Enteropática e Artrite Reativa. Espondilite significa inflamação da coluna, e anquilosante significa a fusão, ou solda, de dois ossos em um só. A doença afeta os tecidos conjuntivos, caracterizando-se pela inflamação das articulações da coluna, fazendo com que ela se torne dura e inflexível. Além disso, afeta também as grandes articulações, como: quadris, ombros e outras regiões. Por ser autoimune, sabe-se que é causada por uma deficiência no sistema imunológico, que faz com que ele ataque as próprias células e tecidos saudáveis do corpo, como se fossem invasores. Não se sabe o motivo que leva a este comportamento. No entanto, quando “ativado”, o sistema imunológico ataca a coluna e as articulações, ossificando os ligamentos da coluna, fazendo com que os ossos se fundam. ​ Embora não exista cura para a doença, é muito importante diagnosticar a Espondilite Anquilosante e tratar o quanto antes. Isso vai atrasar a progressão da doença, manter a mobilidade das articulações acometidas, evitar maiores danos que podem trazer sequelas, e reduzir os riscos de outros problemas relacionados, como doenças cardíacas, entre outras.

 

 

As causas da Espondilite Anquilosante.

A causa da doença é desconhecida, mas sabe-se que espondilite anquilosante ocorre quando o sistema imunológico do corpo passa a atacar suas próprias articulações, por razões ainda não compreendidas pelos especialistas. Normalmente, as articulações entre os ossos da coluna e/ou as articulações entre a coluna e o quadril (articulações sacroilíacas), são os primeiros alvos desses ataques.

O gene HLA-B27

No entanto, como muitas outras doenças, acredita-se na existência de uma influência genética no desenvolvimento da espondilite anquilosante. Segundo especialistas, a doença é cerca de 300 vezes mais frequente, em pessoas que possuem um determinado grupo sanguíneo de glóbulos brancos, denominado HLA-B27. Praticamente, 90% dos pacientes brancos com espondilite anquilosante são HLA-B27 positivos. Entretanto, possuir o gene HLA-B27 não determina que a pessoa irá desenvolver espondilite anquilosante, apenas significa uma propensão maior para desenvolver a doença. A teoria mais aceite é de que a doença possa ser desencadeada por uma infecção intestinal em pessoas geneticamente predispostas, portadoras do HLA-B27. Sabe-se também que a espondilite anquilosante não é transmitida por contágio ou por transfusão sanguínea. Pacientes com espondilite anquilosante são atacados pelo próprio sistema imunológico e acometidos por inflamações na coluna. Durante os ataques, o corpo procura regenerar criando mais osso no lugar das articulações atacadas. Esse processo de inflamação e auto regeneração do corpo funciona para curar pequenas lesões, como um entorse no tornozelo. Mas no caso da espondilite anquilosante, esse processo de regeneração causa um crescimento ósseo no lugar das articulações, levando à junção deles. Caso não seja tratada, os ossos da coluna e quadril podem ficar completamente fundidos, levando a

Sintomas da Espondilite Anquilosante

O primeiro sintoma da espondilite anquilosante são as dores na coluna, especialmente na região lombar, podendo irradiar para as pernas. Normalmente, essa dor costuma persistir por mais de três meses, abranda com o movimento e aumenta com o repouso. A maioria das pessoas percebem os primeiros sinais e sintomas da doença entre o final da adolescência até os 30 anos, no entanto a espondilite anquilosante pode iniciar em qualquer idade. É comum também que diferentes sintomas se apresentem, e as pessoas sintam diferentes níveis de desconforto e redução de mobilidade. Algumas pessoas com espondilite anquilosante vivem anos achando que possuem apenas costas rígidas, sem saber que podem ter uma doença autoimune. Esses sintomas aparecem lentamente ou insidioso durante algumas semanas, e podem desaparecer espontaneamente (são intermitentes) e recidivar depois de algum tempo.

Evolução dos sintomas

No início, a espondilite anquilosante costuma causar dor nos gluteos (nádegas), possivelmente espalhando-se posteriormente pela parte de trás das coxas e pela parte inferior da coluna. Geralmente, um lado fica mais doloroso que o outro. Outros sintomas incluem rigidez matinal da coluna, que diminui de intensidade durante o dia, o comprometimento progressivo da mobilidade da coluna que vai enrijecendo (anquilose) e aumento da curvatura da coluna na região dorsal. Quando o sistema imunológico é “ativado”, e passa a atacar a coluna e as articulações, a sensação é similar à de uma gripe, fazendo a pessoa se sentir muito cansada, perder o apetite, peso e podendo até ter anemia. Já a inflamação das articulações entre as costelas e a coluna vertebral pode causar dor no peito ao redor das costelas, que piora com a respiração profunda devido à diminuição da expansibilidade do tórax. Neste caso, não se deve fumar, pois os pulmões quando não podem expandir normalmente ficam ainda mais suscetíveis a infecções. Com a evolução da doença, a tendência é a dor tornar-se mais intensa, especialmente à noite. Com o passar do tempo, a inflamação causada pela espondilite anquilosante pode também avançar para outras regiões da coluna e outras partes do corpo, como quadril, ombros, joelho, calcanhar (tendão de Aquiles) ou na parte de baixo dos pés (fasceíte plantar).

Espondilite anquilosante ​Diagnóstico

A espondilite anquilosante é mais facilmente diagnosticada pelo reumatologista, médico especializado em artrites e doenças autoimunes. Normalmente, seu diagnóstico é baseado no histórico do paciente, conjunto de sintomas descritos por ele (dor nas nádegas e dor nas costas) e exames físicos. Durante o exame físico, o médico examina as costas e procura por espasmos musculares, focando na postura e na mobilidade, examinando também outras partes do corpo para encontrar outras evidências. De posse de todas essas informações, são pedidos exames  sanguíneos, aliados à exames de imagem (raios-x, tomografia computadorizada ou ressonância magnética) das articulações sacroilíacas, da coluna e das juntas afetadas para confirmar o diagnóstico. As alterações características costumam estar nas juntas sacroilíacas (sacroileíte), mas também essas alterações podem levar alguns anos para desenvolver-se. Portanto, podem não ser notadas na primeira consulta. Por isso, o médico avaliará o paciente com relação à anemia e aos testes da velocidade de sedimentação das hemácias (VHS) e proteína C Reativa (PCR), que informam quão ativa a doença está.

Órgãos e tecidos afetados pela espondilite anquilosante

Em casos mais graves, a espondilite anquilosante pode afetar outros órgãos e tecidos além da coluna lombar. São eles:

Articulações da coluna vertebral

Quando a espondilite anquilosante acomete as articulações da coluna vertebral ocorre inflamação das articulações da coluna e causa dores e rigidez matinal. A doença começa nas juntas entre o sacro e a pélvis, denominadas juntas sacroilíacas (sacroíleite).

Outras articulações

Quando acomete outras articulações causando inflamação das articulações dos quadris, ombros, joelhos e tornozelos com efeitos similares aos da coluna. Pode haver um período de dor na junta, talvez até com a ocorrência de algum inchaço, porém o tratamento alivia os sintomas.

Ossos

Algumas vezes, ocorrem dores em ossos que não fazem parte da coluna, como o osso do calcanhar, tornando–se desconfortável ficar em pé em chão duro (Fascíte Plantar), e o osso ísquio da bacia, tornando as cadeiras duras muito desagradáveis.

Olhos (uveíte ou irite)

Inflamação da região colorida do olho (íris), ocorrendo em um a cada sete pacientes. Os pacientes apresentam olhos avermelhados e doloridos, devendo procurar um médico o mais rápido possível, pois leva à danos permanentes.

Espondilite anquilosante: Tratamento

 

A espondilite anquilosante não tem cura, mas tem tratamento.

A espondilite anquilosante não tem cura, e embora costume ser menos ativa conforme o avanço da idade, o paciente deve estar ciente de que o tratamento é para sempre. Portanto, o objetivo do tratamento é controlar a doença, aliviando os sintomas dolorosos e reduzindo o risco de deformidades. Assim como melhorar a mobilidade da coluna onde estiver rígida, permitindo ao paciente ter uma vida normal. Para tanto, recorre-se tanto ao uso de medicamentos quanto a sessões de osteopatia, fisioterapia, correção postural e exercícios, que devem ser adaptados a cada paciente.

 

Os medicamentos mais indicados estão os anti-inflamatórios não-esteroides, os analgésicos e os relaxantes musculares, para o alívio da dor e da rigidez. Caso não haja resposta, recorre-se aos medicamentos modificadores da doença ou os biológicos, dependendo da manifestação da doença predominante.

Princípios de tratamento

Parte do tratamento da espondilite anquilosante é cuidar da saúde e da postura, evitando o excesso de peso e de cansaço por longos períodos de trabalho ou por excesso de compromissos, evitar más posturas e evitar uma vida sedentária. Portanto, para que o tratamento seja eficaz, é necessário obedecer os seguintes princípios:

  • Tomar cuidado com a saúde em geral e manter uma dieta equilibrada;
  • Insistir nos exercícios que visem a manutenção da postura e mobilidade das articulações afetadas pela doença, uma boa postura é extremamente importante no trabalho, no lazer e até ao dormir;
  • Consultar o médico em caso de necessidade de medicamentos para alívio da dor na fase aguda;
  • Fazer algumas sessões de osteopatia para evitar ter de tomar tantos medicamentos para controlar a dor, pois uma vez controlada, será possível melhorar muitos sintomas e restabelecer a mobilidade através de técnicas de osteopatia, fazendo com que os remédios se tornem cada vez menos necessários.

 

Se desconfia que possa ter espondilite anquilosante, se tem dores matinais ou se tem muita dificuldade nos movimentos e na flexão então é recomendável que faça uma consulta de avaliação ou um tratamento para ter mais qualidade de vida e evitar problemas piores de futuro.

Se pretender uma opinião ou um tratamento basta ligar para o 243591485 e agendar uma consulta.

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